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ZEROZEROOs Memphis Grizzlies terminaram a última época com o segundo pior recorde da liga. As apenas 22 vitórias podem ser facilmente explicadas pelo “abanão” que a equipa levou com o despedimento precoce de David Fizdale do cargo de treinador e pelas lesões que afetaram jogadores chave no decurso da campanha. Sem grandes aspirações numa possível presença nos playoffs, e com um plantel renovado e saudável para o início da época, os Grizzlies têm tudo para mostrar que o registo da temporada passada não reflete o valor real desta equipa. Bastaram apenas 19 jogos para o front office de Memphis despachar David Fizdale do comando técnico da equipa. As sete vitórias e 12 derrotas (oito delas seguidas) somadas às duras críticas tecidas por Marc Gasol após o jogo frente aos Brooklyn Nets (partida em que o espanhol de 33 anos não entrou em campo no 4º período inteiro), ditaram o fim da linha para Fizdale. Na altura, foi JB Bickerstaff o escolhido como treinador interino da equipa. Um treinador ainda novo (39 anos) e que traz na bagagem passagens por Charlotte, Minnesota e Houston como treinador adjunto e cerca de uma época também como interino dos Rockets. Já este verão, a franquia nomeou-o treinador principal e será sob as ordens de Bickerstaff que Memphis iniciará a temporada. Esta offseason trouxe mudanças ao plantel. Logo no início do verão, Memphis realizou duas trocas. Deyonta Davis, Ben McLemore e uma escolha de segunda ronda do draft de 2021 foram enviados para os Sacramento Kings a troco de Garrett Temple, e Jarell Martin seguiu para os Orlando Magic pelo poste Dakari Johnson (que viria a ser dispensado). Quem também não fara parte do elenco é um dos jogadores que teve em maior destaque no ano passado, Tyreke Evans, que assinou com os Indiana Pacers, e ainda o dispensado Omari Johnson. Quanto a entradas, o destaque maior vai para Kyle Anderson. Não querendo a continuidade na equipa do jogador de 25 anos, os San Antonio Spurs não igualaram a oferta dos Grizzlies no valor de 37 milhões de dólares por quatro anos de contrato. Com tempo de jogo limitado e funções específicas dentro do estilo de jogo dos Spurs, Anderson teve a melhor época da carreira na temporada passada, acabando com médias de 7.9 PTS, 5.4 RES e 2.7 AST por jogo e uma eficácia de 58% de lançamento. Dificilmente irá figurar entre as maiores estrelas da liga nos próximos anos, mas será interessante ver como será o seu desenvolvimento numa equipa diferente e com um papel mais preponderante. As contratações terminaram com a assinatura dos contratos de Omri Casspi (ex-Golden State Warriors) e de Shelvin Mack (ex-Orlando Magic). Com a quarta escolha no draft deste ano em mãos, a equipa do Tennessee selecionou Jaren Jackson Jr. da universidade de Michigan State. Um extremo-poste de 2,11m que se destaca, defensivamente, pela rapidez e agilidade aliadas a um forte sentido de desarme de lançamento, e, no ataque, pela excelente capacidade de tiro exterior. Uma grande aquisição por parte dos Grizzlies que terá espaço para evoluir ao lado de jogadores como Marc Gasol ou JaMychal Green. Também do draft, oriundo da universidade de West Virginia, chegou Jevon Carter. Um jogador de 23 anos que atua na posição de base e que tem como maior referência o seu jogo defensivo. Não se espera grande tempo de jogo dado que ofensivamente ainda não “traz para cima da mesa” aquilo que oferece na defesa, precisando de trabalhar esse aspeto do jogo. Com todos os elementos disponíveis, os Memphis Grizzlies não se encontram assim tão mal ao ponto de equacionar uma possível reconstrução. No entanto, também não têm equipa para sonhar com uma eventual presença nos playoffs (relembrando que apenas o ano passado falharam a postseason ao fim de sete épocas consecutivas a carimbar o passaporte para a fase a eliminar). As equipas de topo do Oeste parecem estar, quase todas, melhores que o ano passado e é praticamente impossível vermos Memphis no “mata-mata”. O plano para este ano será, sem sombra de dúvida, passar uma melhor imagem que aquela deixada na campanha anterior e dar minutos a jovens jogadores a fim de os desenvolver. E para isso acontecer, saúde precisa-se. Uma das figuras da equipa, Mike Conley, atuou apenas em 12 partidas na temporada passada e falhou um total de 109 jogos nas últimas três. Juntamente com Marc Gasol, e quando disponíveis, os Grizzlies tem uma das melhores duplas base-poste na NBA. Foi o entendimento e química desenvolvida pelos dois craques que fez de Memphis uma equipa competitiva durante quase uma década. E, atualmente, os dois jogadores precisam de se manter saudáveis ao longo da época para que a mesma não acabe de forma desastrosa como a ano passado. Já o banco, não tendo nada de extraordinário, possui jogadores que podem contribuir e ser uma alternativa aos titulares. É o caso de Chandler Parsons que, dado o histórico lesões e o consequente estagnar do seu jogo, é provável que perca o lugar para o recém-chegado Kyle Anderson. O recém-chegado Garrett Temple tem no seu historial nove temporadas na liga e traz experiência consigo. Também o rookie Jaren Jackson Jr. terá de dar o seu contributo vindo do banco. Pelo menos nos primeiros tempos na liga. Os Grizzlies têm aqui um potencial substituto de Zach Randolph (embora num registo diferente), mas precisa de tempo para poder chegar-se à frente e integrar o cinco inicial. Por fim, se as lesões voltarem a fustigar as peças fulcrais do plantel, os fãs terão à sua espera uma época novamente penosa. E no pior dos casos, as que se seguirão podem vir a ser não muito diferentes. Marc Gasol entra para o último ano de contrato e não é certo que acione a opção de mais um ano. E, no final desta temporada, caso Memphis veja que o ano está perdido, talvez ainda cheguemos a ver o espanhol envolvido numa troca antes da época acabar. E, a confirmar-se, o início de um possível rebuild na franchise pode acontecer mais cedo do que se esperava. Possível cinco inicial: Mike Conley, Andrew Harrison, Kyle Anderson (ex-San Antonio Spurs), JaMychal Green e Marc Gasol. Reservas: Chandler Parsons, Shelvin Mack (free agent), Jevon Carter (pick nº32 do draft de 2018), Garrett Temple (ex-Sacramento Kings), Wayne Selden, Omri Casspi (free agent), MarShon Brooks, Dillon Brooks, Jaren Jackson Jr. (pick nº4 do draft de 2018), Ivan Rabb, Doral Moore, Brandon Goodwin e Markel Crawford.
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