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Os novos donos do Este?
ZEROZEROA época passada dos Boston Celtics não podia ter começado pior. Bastaram menos meia dúzia de minutos no primeiro jogo frente aos Cleveland Cavaliers para verem a Gordon Hayward lesionar-se com gravidade e perder a época. A equipa teve de se ajustar e grande parte dos adeptos avizinhava já um ano perdido. Como se não bastasse, a poucas semanas de iniciarem a sua aventura pelos playoffs, foi a vez de Kyrie Irving ser operado e perder também ele o resto da temporada. O cenário não era o melhor mas uma equipa que tenha Brad Stevens como treinador, arrisca-se a ir a jogo sete nas finais de conferência e disputar a ida à final da NBA, mesmo com todas as adversidades. E foi o que aconteceu. Perdendo em casa no derradeiro jogo frente aos Cavaliers, Boston deixou claro que tem um grupo forte e que será uma questão de tempo até tomarem de assalto a liga. LeBron James deixou Cleveland e é esperado que os Celtics se assumam como os novos donos do Este. Já com Irving e Hayward aptos para voltarem a integrar um grupo do mais talentoso que é existe na liga, os Boston Celtics são, possivelmente, a única equipa capaz de fazer frente aos super-Warriors. O grande trabalho feito na temporada passada por parte de Brad Stevens valeram ao técnico de 41 anos o reconhecimento por parte dos general managers que o elegeram como o melhor treinador em atividade na NBA, no seguimento do questionário anual realizado antes do início da temporada. E com toda a justiça, diga-se. Com todos os percalços que foi encontrando ao longo da temporada, nomeadamente com as lesões de Hayward e Irving, Brad Stevens conseguiu elevar o jogo dos Celtics e extrair o melhor de jogadores que tinham pouca ou nenhuma experiência de liga. Foi o caso de jogadores como Terry Rozier que provou estar à altura do desafio na ausência de Kyrie, ou Jaylen Brown que melhorou significativamente o seu jogo defensivo e, com isso, a equipa evoluiu também o seu jogo nesse aspeto, ou Jayson Tatum, que com o espaço deixado por Hayward, provou ser a cara do franchise para o futuro, principalmente pelas fantásticas performances nos playoffs. Os jogadores mostraram conseguir fazer dos Celtics, individual e coletivamente, uma máquina bem oleada meticulosamente desenhada e projetada por Stevens. A equipa teve uma offseason movimentada mas o núcleo duro de jogadores permaneceu intacto. Sem grande espaço ao longo da época passada, a formação de Massachusetts viu sair dos seus quadros Shane Larkin (Anadolu Efes, Turquia), Greg Monroe (Toronto Raptors), Abdel Nader (Oklahoma City Thunder) e Jonathan Gibson (Qingdao DoubeStar Eagles, China). Em contrapartida, viu entrar Brad Wanamaker que atuou a última temporada ao serviço do Fenerbahçe, P.J. Dozier que assinou two-way contract com os Celtics depois de estar sob o mesmo de regime em Oklahoma, e ainda Walter Lemon Jr. também num two-way contract. Do draft, Boston conseguiu Robert Williams oriundo da universidade do Texas. Não tendo boas referências relativamente à sua ética de trabalho, acabou por ser escolhido na 27ª posição do draft pelos Celtics. Mais tarde, foi-lhe diagnosticado uma doença arterial que lhe poderá vir a afetar ambos membros inferiores e talvez venha a necessitar de intervenção cirúrgica. Todas estas alterações não vêm trazer nada de impactante a um plantel já por si só bem estruturado, ao contrário dos regressos de Kyrie Irving e de Gordon Hayward que são, sem sombra de dúvida, os dois melhores reforços para esta temporada. Declarados como aptos para jogar, é bem provável que vejamos ambos no cinco titular logo na noite de abertura frente aos Philadelphia 76ers. Todos os indicadores dados deixados na época anterior e a offseason positiva que os Celtics tiveram, fazem com que arranquem para a nova temporada com expectativas elevadas. E não é para menos. Os jogadores são novos, o treinador é novo e tem provado estar alguns passos à frente dos demais na sua profissão e o céu parece ser o limite para os «trevos». No Este, talvez apenas os Raptors consigam ombrear com os verdes de Boston, mas em termos de profundidade de plantel, os Celtics partem com clara vantagem. A versatilidade dos jogadores fazem com que a equipa tenha um equilíbrio perfeito entre defesa e ataque. Os 100.4 PTS sofridos em média por jogo fizeram de Boston a terceira melhor defesa da liga e espera-se que este ano continuem a consolidar essa vertente do jogo. A par disso, contam com um grupo de jogadores talhados também para tarefas atacantes e isso será um problema para qualquer equipa que os defronte. O sucesso da época dependerá de Hayward e Irving e na capacidade dos mesmos se manterem saudáveis. Estas duas superestrelas têm de voltar à forma exibicional que lhes valeu esse estatuto e esperar que o restante grupo continue evoluir como tem acontecido. Se Jayson Tatum começar a época da mesma forma frenética como terminou a anterior, e, a par de Brown, Rozier e Smart, continuar a evoluir, as hipóteses de chegar à final este ano sobem consideravelmente. Do lado do treinador, pode esperar-se a mesma destreza e habilidade em retirar sempre o melhor de cada atleta e isso joga ainda mais a favor de Boston. A tarefa de destronar os Golden State Warriors não é fácil, essa é a realidade. Mas se há equipa capaz que mais problemas lhe podem trazer são os Celtics. No caso de a temporada terminar de outra forma que não com o título, os fãs só têm de ser pacientes. O fim da dinastia dos Warriors pode coincidir com o começo da dinastia destes jovens que, mais cedo do que se espera, irão por certo erguer o 18º banner de campeão no TD Garden. Possível cinco inicial: Kyrie Irving, Jaylen Brown, Jayson Tatum, Gordon Hayward e Al Horford. Reservas: Terry Rozier, Marcus Smart, Jabari Bird, P.J. Dozier (two-way contract), Aron Baynes, Walt Lemon Jr. (two-way contract), Marcus Morris, Semi Ojeleye, Daniel Theis, Brad Wanamaker (ex-Fenerbahçe), Robert Williams (pick nº27 do draft de 2018) e Guerschon Yabusele
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