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Antevisão: Tanto talento, tantos problemas

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A época de 2017/18 dos Minnesota Timberwolves marcou o fim de um jejum de 13 anos sem conseguirem alcançar os playoffs. Apesar de terem tido um bom início de época que os permitiu ocupar a 3ª posição na conferência durante algum tempo, a equipa dos Wolves acabou por carimbar o passaporte para a postseason no último lugar de acesso apenas no último jogo em casa frente aos Denver Nuggets. Os sinais têm sido claros que a equipa não tem evoluído da forma que era esperada e com o início da próxima época já ali ao virar da esquina, Minnesota apresenta-se com um plantel não só rico em talento como também em problemas. O mau clima entre jogadores e gestão duvidosa de Tom Thibodeau podem sair caro a uns Wolves que conseguiram reunir para esta época parte do elenco com o qual o treinador trabalhara aquando da sua passagem por Chicago. Uma das maiores incógnitas da conferência Oeste e por certo a maior da divisão Noroeste são, sem dúvida, os Minnesota Timberwolves. Sem estarem muito ativos neste mercado, a equipa acabou por mexer aqui e ali mas sem nenhum reforço sonante. Para além de assinarem por mais um ano com Derrick Rose, os Wolves chegaram a acordo com o ex-Los Angeles Lakers Luol Deng, também por uma temporada. Dois jogadores que reencontram assim Jimmy Butler, Taj Gibson e o treinador Tom Thibodeau e que, juntos, fizeram parte do elenco dos Chicago Bulls durante várias épocas. Anthony Tolliver, ex-Detroit Pistons, assinou ele também contrato válido por um ano. Do último draft, os Wolves selecionaram Josh Okogie da universidade de Geórgia Tech (jogador que atua como 2º base e que é um dos atletas mais físicos na sua posição que saiu da classe deste ano) e ainda Keita Bates-Diop oriundo da universidade Ohio State (jogador que tem como melhor arma o seu lançamento e que é considerado um dos steals do draft). Dois jovens que mostram durante a summer league que conseguem ser versáteis nos dois lados do campo, que são donos de um porte atlético acima da média e que podem ser peças a ter em conta no sistema de rotação da equipa. De saída, Jamal Crawford, Nemanja Bielica, Amile Jefferson, Anthony Brown e Cole Aldrich terminaram a sua passagem pela equipa de Minneapolis. O clima que se vive no seio do franchise não é o melhor. Depois das declarações em que criticou duramente a postura e compromisso de Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns para com a equipa, Jimmy Butler pediu para ser trocado. Uma das peças mais preponderantes da equipa, nomeadamente no meio-campo defensivo, tem sido negociado desde então com várias equipas, sendo os Miami Heat aquela que parece à partida interessar mais ao jogador de 29 anos. Nos entretantos, os Wolves assinaram uma extensão de contrato com Karl-Anthony Towns no valor de 190 milhões de dólares em cinco anos e entregaram, assim, o futuro da equipa para as suas mãos. Na eventualidade de Butler ser trocado, seria do interesse dos Wolves trazer uma superestrela de igual valia de modo a não atrasar o desenvolvimento e crescimento dos jogadores jovens com potencial como os que há no plantel. No entanto, não é claro se Butler irá ser parte integrante do plantel ou se até ao início da temporada ainda o veremos com um camisola diferente, mas numa equipa que, à primeira vista, parece ter menos soluções que a do ano passado, é pouco provável que a equipa consiga uma época estranhamente positiva como a do ano passado. Outro dos problemas que Minnesota enfrentará reside na forma como Tom Thibodeau tem gerido o esforço do plantel e que nada indica que isso vá mudar. O treinador de 60 anos parece não ter aprendido com os erros dos anos em Chicago e na época passada sobrecarregou o cinco inicial da equipa em minutos de campo e quase hipotecou a possibilidade de estar nos playoffs, dado que os Wolves foram “perdendo o gás” depois do fim-de-semana All-Star. Towns, Butler e Wiggins, os três pilares da equipa, figuram no top 20 dos jogadores com mais minutos durante a época passada. Com um plantel mais curto, tudo indica que o mesmo cenário se irá repetir. Por fim, não nos podemos esquecer que o plantel dos Wolves é um dos mais talentosos da liga. Seria ideal que, finalmente, Andrew Wiggins desbloqueasse já esta temporada todo o potencial que lhe fora reconhecido e se torne na estrela que todos esperam. Já Karl-Anthony Towns tem tido uma evolução mais rápida que Wiggins e prepara-se para mais ano, menos ano, tomar conta da liga e dominar o jogo interior. E, na eventualidade de Butler ficar até ao final do campeonato, é possível que a equipa se consiga manter competitiva e que espreite por um lugar nos playoffs. Contudo, nem sempre um grupo talentoso é sinónimo de sucesso, principalmente quando fica difícil lidar com os egos dos jogadores. Possível cinco inicial: Jeff Teague, Jimmy Butler, Andrew Wiggins, Taj Gibson e Karl-Anthony Towns. Reservas: Tyrus Jones, Derrick Rose, Josh Okogie (pick nº 20 do draft de 2018), Luol Deng (free agent), Keita Bates-Diop (pick nº48 do draft de 2018), Gorgui Dieng, Justin Patton, Anthony Tolliver (free agent), Darius Johnson-Odom (ex-Vanoli Cremona), Jonathan Stark e James Nunnally (ex-Fenerbahçe).
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